“…Le guerre sono vinte da coloro che hanno saputo attrarre dai cieli le forze misteriose del mondo invisibile e assicurarsi il concorso di queste forze. Queste forze misteriose sono già spiriti dei morti, già spiriti dei nostri antenati, i quali sono stati anche loro, un tempo, legati alla nostra terra, alle nostre zolle e sono morti in difesa di questa terra, rimanendo ancor oggi legati ad essa dal ricordo della loro vita quaggiù e per tramite nostro, loro figli, nipoti e pronipoti. Ma più in alto degli spiriti dei morti sta Dio. Queste forze, una volta attratte, fanno pendere la bilancia dalla tua parte, ti difendono, ti infondono coraggio, volontà e tutti gli elementi necessari alla vittoria e fanno sì che tu vinca. Gettano il panico e il terrore fra i nemici, paralizzano la loro attività. In ultima analisi, le vittorie non dipendono dalla preparazione materiale, dalle forze materiali dei belligeranti, ma dal loro potere di assicurarsi il concorso delle potenze spirituali. In questo modo si spiegano, nella nostra storia, le vittorie miracolose di alcune potenze assolutamente inferiori dal punto di vista materiale…” – Cornelio Codreanu
Creio ser necessário estabelecer, durante este tópico, as diferenças, intenções e conceitos dos chamados movimentos revolucionários e contra-revolucionários.
Dantes, é necessário esclarecer alguns aspectos da mentalidade contra-revolucionária, bem como suas vertentes. A mais ditosa, a Contra-Revolução idealizada pelos pensadores católicos ultra-conservadores, como a TFP e movimentos contra a Nova Missa e o Vaticano II, tem como base não só a luta contra a revolução esquerdista, mas também contra a própria revolução liberal.
Católicos como o Prof. Dr. Orlando Fedeli colocam, repletos de razão, capitalismo e comunismo como faces diferentes da mesma moeda. Assim, essa contra-revolução é uma tentativa de voltar a ínclitos tempos do passado, quando o homem era guiado por valorosos ideais espirituais, quando não havia qualquer influência dessa nefanda concepção individualista do homem que surgiu durante o protestantismo. Portanto, é patético notar em alguns simpatizantes e até membros da TFP um apreço pueril aos EUA e ao próprio capitalismo, já que na obra “Revolução e Contra-Revolução” do Sr. Dr. Plínio podemos perceber um caminho completamente oposto, que é o caminho da valente e heróica luta contra a modernidade e todas suas vertentes, uma verdadeira revolta contra as bases do mundo moderno que foram constituídas pelo Protestantismo. A tese defendida pelo Sr. Dr. Plínio nesta obra, uma das poucas que adotamos gostosamente, postula que o Protestantismo é o pai das revoluções liberais seguintes, que por fim desaguaram no comunismo. Outrossim, é a contra-revolução nos dias de hoje a própria revolução em seu sentido literal, é a volta a um estado de coisas superior, através do heroísmo e de um fatalismo místico e milenarista, que também vemos com bons olhos.
Agora, abordemos a posição contra-revolucionária covarde e contraditório de neocons e olavetes.
Olavo e limitados da mesma laia defendem que a mentalidade revolucionária é algo que deve ser banido, pois é responsável pelas maiores desgraças e matanças de toda a história da humanidade.
“A essência da mentalidade contra-revolucionária ou conservadora é a aversão a qualquer projeto de transformação abrangente, a recusa obstinada de intervir na sociedade como um todo, o respeito quase religioso pelos processos sociais regionais, espontâneos e de longo prazo, a negação de toda autoridade aos porta-vozes do futuro hipotético.
Nesse sentido, o autor destas linhas é estritamente conservador. Entre outros motivos, porque acredita que só o ponto de vista conservador pode fornecer uma visão realista do processo histórico, já que se baseia na experiência do passado e não em conjeturações de futuro. Toda historiografia revolucionária é fraudulenta na base, porque interpreta e distorce o passado segundo o molde de um futuro hipotético e aliás indefinível. Não é uma coincidência que os maiores historiadores de todas as épocas tenham sido sempre conservadores.
Se, considerada em si mesmo e nos valores que defende, a mentalidade contra-revolucionária deve ser chamada propriamente “conservadora”, é evidente que, do ponto de vista das suas relações com o inimigo, ela é estritamente “reacionária”. Ser reacionário é reagir da maneira mais intransigente e hostil à ambição diabólica de mandar no mundo.”
- A Mentalidade Revolucionária, Olavo de Carvalho
Pois muito bem, eis que partindo dessas assertivas olavianas chegamos às seguintes conclusões:
1)- a mentalidade revolucionária deseja intervir a todo custo nos cursos da sociedade, em nome de seu tal “futuro hipoético”.
2)- a mentalidade revolucionária reveste-se de autoridade com base nesse futuro hipotético.
3)- mas no fim, o que move tudo isso é apenas a ambição diabólica de mandar no mundo.
Notamos que este pensamento carece de qualquer fundamento Tradicional, e está baseado em concepções com base no Protestantismo e seu filho preferido, o neoconservadorismo americano.
Embora neoconservadores neguem o intento de criar um novo homem, tal hipocrisia cai por terra ao notarmos que, na prática, buscam totalmente o contrário. Pois, o que é mais revolucionário que invadir países estrangeiros em nome de uma suposta libertação do povo, em nome da criação de regimes “democráticos”? Não é isso a busca por um novo homem? O insígne René Guénon, num tom que continua ainda mais atualizado nos dias de hoje, escreveu e profetizou:
“Incontestavelmente, o Ocidente está invadindo tudo; sua ação exerceu-se em primeiro lugar no domínio material, o que estava imediatamente ao seu alcance, seja pela conquista violenta, seja pelo comércio e o açambarcamento dos recursos de todos os povos. Mas as coisas agora vão ainda mais longe. Os ocidentais sempre animados por esta necessidade de proselitismo que lhes é tão peculiar, conseguiram até certo ponto espalhar entre outros, seu espírito anti-tradicional e materialista; e quando a primeira forma de invasão não atingia, em suma, senão os corpos, esta envenena as inteligências e mata a espiritualidade. Aliás, uma preparou a outra e a tornou possível, de maneira que não é em definitivo senão pela força bruta que o Ocidente chegou a impor-se por toda a parte, e não podia ser de outra forma, pois é nisso que assenta a única superioridade real de sua civilização, tão inferior sob qualquer outro ponto de vista.
A invasão ocidental é a invasão do materialismo sob todas as suas formas, e talvez não passe disso; todos os disfarces mais ou menos hipócritas, todos os pretextos “moralistas”, todas as declamações “humanitárias”, todas as habilidades de uma propaganda que sabe, na ocasião, tornar-se insinuante, para melhor atingir seu fim de destruição, tudo isso nada pode contra esta verdade, que não poderia ser contestada senão por ingênuos, ou por aqueles que têm qualquer interesse nesta obra verdadeiramente “satânica”, no sentido mais rigoroso da palavra.”
[...]
“Assim, quando a resistência a uma invasão estrangeira é feita por um povo ocidental, chama-se “patriotismo” e é ela digna de todos os elogios; quando porém, o é por um povo orientai, chama-se “fanatismo”, ou “xenofobia” e já não merece agora senão o ódio e o desprezo. Demais, não é em nome do “Direito”, da “Liberdade”, da “Justiça” e da “Civilização” que os europeus pretendem sempre impor a sua dominação, e impedir a qualquer outro homem que êle viva e pense de um modo diferente do seu? Convir-se-á que o “moralismo” é realmente uma coisa admirável, a não ser que se prefira concluir muito simplesmente, como nós mesmos que, salvo algumas exceções tanto mais honrosas quanto mais raras, já não há mais, por assim dizer, no Ocidente, senão duas espécies de pessoas, bem pouco interessantes tanto uma como outra: os ingênuos, que se deixam levar pelas belas palavras e que crêem em sua “missão civilizadora”, inconscientes como são da barbarie materialista em que estão mergulhados, e os hábeis, que exploram este estado de espírito para a satisfação de seus instintos de violência e de cupidez. Em todo o caso, o que há de certo é que os orientais não ameaçam a ninguém, nem cogitam tampouco de invadir o Ocidente de um modo ou doutro.” – “A Crise do Mundo Moderno”
Notamos tal pernicioso pensamento em ditos “católicos” neocons, como Dinesh D’Souza, sujeito que se diz católico, mas na prática e nas idéiais, é um protestante furreca. Notem que neocons reduzem o papel da religião ao moralismo, não é mais função da religião criar um novo homem, estabelecer uma ordem com fundamentos metafísicos; a função da religião é dar uma vida boa e garantir direitos individuais tão louvados pelo Ocidente.
Percebe-se tal pensamento materialista e destruidor de qualquer base Tradicional em qualquer artigo neocon sobre o assunto, como por exemplo:
http://www.americanthinker.com/2008/02/does_shariah_really_promote_hu.html
Embora as críticas ao Islam sejam superficiais e idiotas, a leitura do texto levanta um ponto importante, que merece mais atenção que as patuscadas de um autor limitado intelectualmente: o que nos chama a atenção é a monstruosa pretensão de julgar uma Tradição religiosa segundo fundamentos meramente humanos e, para desespero de qualquer neocon, revolucionários. Pois não foi a revolução iluminista que estabeleceu a primazia da “razão” contra os fundamentos os religiosos? Não foram os revolucionários secularistas que advogaram o completo abandono da concepção jusnaturalista em nome de uma direção rumo à vontade do populacho? Dinesh D’Souza, em seu folheto incensado como grande obra “What’s so great About America?” derrama elogios às liberdades individuais da América, e que, segundo o parvo americano, existem graças às raízes cristãs da América.
Mas de qual Cristianismo Dinesh trata? Do catolicismo, que ele diz professar? Ou do calvinismo, que instaurou durante sua era em Genebra um dos regimes que mais atacaram as liberdades individuais? Não, meus caros, Dinesh falava em nome de uma antiga religião: a adoração ao bezerro de ouro.
A adoração ao bezerro de ouro é o culto a Kaly, à destruição dos fundamentos tradicionais do homem. Ao utilizar o Cristianismo para defender seu ósculo ao bezerro, Dinesh cria uma nova religião, uma religião que não tem mais papas, Escrituras ou Tradição para guiar seus caminhos, mas sim os valores criados por… revolucionários!
Vejamos o que diz a Igreja Católica sobre as liberdades tão caras a neocons:
Monstruosidade da liberdade de imprensa
11. Devemos tratar também neste lugar da liberdade de imprensa, nunca condenada suficientemente, se por ela se entende o direito de trazer-se à baila toda espécie de escritos, liberdade que é por muitos desejada e promovida. Horroriza-Nos, Veneráveis Irmãos, o considerar que doutrinas monstruosas, digo melhor, que um sem-número de erros nos assediam, disseminando-se por todas as partes, em inumeráveis livros, folhetos e artigos que, se insignificantes pela sua extensão, não o são certamente pela malícia que encerram, e de todos eles provém a maldição que com profundo pesar vemos espalhar-se por toda a terra. Há, entretanto, oh que dor! quem leve a ousadia a tal requinte, a ponto de afirmar intrepidamente que essa aluvião de erros que se está espalhando por toda parte é compensada por um ou outro livro que, entre tantos erros, se publica para defender a causa da religião. É por toda forma ilícito e condenado por todo direito fazer um mal certo e maior, com pleno conhecimento, só porque há esperança de um pequeno bem que daí resulte. Porventura dirá alguém que se podem e devem espalhar livremente venenos ativos, vendê-los publicamente e dá-los a tomar, porque pode acontecer que, quem os use, não seja arrebatado pela morte?
12. Foi sempre inteiramente distinta a disciplina da Igreja em perseguir a publicação de livros maus, desde o tempo dos Apóstolos, dos quais sabemos terem queimado publicamente muitos deles. Basta ler as leis que a respeito deu o V. Concílio de Latrão e a constituição que ao depois foi dada a público por Leão X, de feliz recordação, para que o que foi inventado para o progresso da fé e a propagação das belas artes não sirva de entrave e obstáculo aos Fiéis em Cristo (Act. Concílio Lateran. V, ses. 10; e Constituição Alexand. VI ‘Inter multiplices’).O mesmo procuraram os Padres de Trento que, para trazer remédio a tanto mal, publicaram um salubérrimo decreto para compor um índice de todos aqueles livros que, por sua má doutrina, deviam ser proibidos (Conc. Trid. sess. 18 e 25). Há que se lutar valentemente, disse Nosso predecessor Clemente XIII, de piedosa memória; há que se lutar com todas as nossas forças, segundo o exige a gravidade do assunto, para exterminar a mortífera praga de tais livros, pois o erro sempre procurará onde se fomentar, enquanto não perecerem no fogo esses instrumentos de maldade (Encíclica ‘Christianae’, 25 nov. 1776, sobre livros proibidos). Da constante solicitude que esta Sé Apostólica sempre revelou em condenar os livros suspeitos e daninhos, arrancando-os às suas mãos, deduzam, portanto, quão falsa, temerária e injuriosa à Santa Sé e fecunda em males gravíssimos para o povo cristão é aquela doutrina que, não contente com rechaçar tal censura de livros como demasiado grave e onerosa, chega até ao cúmulo de afirmar que se opõe aos princípios da reta justiça e que não está na alçada da Igreja decretá-la.
Males da separação da Igreja e do Estado
16. Mais grato não é também à religião e ao principado civil o que se pode esperar do desejo dos que procuram separar a Igreja e o Estado, e romper a mútua concórdia do sacerdócio e do império. Sabe-se, com efeito, que os amadores da falsa liberdade temeram ante a concórdia, que sempre produziu resultados magníficos, nas coisas sagradas e civis.
Liberdade do mal que certas associações apregoam
17. A muitas outras coisas de não pouca importância, que Nos trazem preocupado e enchem de dor, devem-se acrescer certas associações ou assembléias, as quais, confederando-se com sectários de qualquer religião, simulando sentimentos de piedade e afeto para com a religião, mas na verdade possuídas inteiramente do desejo de novidades e de promover sedições em toda parte, pregam liberdades de tal jaez, suscitam perturbações nas coisas sagradas e civis, desprezando qualquer autoridade, por mais santa que seja. – “Mirari Vos” Papa Gregório XVI – MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=enciclicas&artigo=mirarivos〈=bra
Online, 25/04/2008 às 14:10h
O culto ao bezerro de ouro não suporta tais cousas. O bezerro de ouro deseja a liberdade. A liberdade para perder almas, para impedir o surgimento do novo homem, de uma nova sociedade, pois nada é mais interessante a esse culto que a continuação desse estado de coisas. O bezerro de ouro é guardado pelos kuravas, que desejam a continuação da impiedade e o impedimento da chegada do novo reino.
Como, diante disso, manter uma atitude “conservadora” e “contra-revolucionária”? Seria um absurdo diabólico lutar contra esse bezerro de ouro? Se sim, podemos colocar no saco da mentalidade revolucionária os pandavas, que na batalha de Kurushetra buscaram a destruição do poder estabelecido.
Vejam que os elementos da tal “mentalidade revolucionária” estava presente na elevada batalha de Arjuna contra os seus, e o principal: a idéia de que a guerra não é apenas material, é interior, a destruição do inimigo faz parte do próprio dharma do guerreiro, a luta contra os samskaras, a natureza demoníaca que impede a liberação do homem.
Nos dia de hoje, vemos alinhados no campo da escuridão, como kauravas modernos, todas as doutrinas meramente políticas, sejam elas de índole conservadora ou revolucionária, mas que no fim visam apenas a pobreza do espírito, a supremacia da razão sobre esse despertar, essa liberação.
De outro lado, vemos alinhados os pandavas, homens que lutam pela verdadeira libertação e pela verdadeira volta ao estado original, buscam a criação desse novo homem transcendente e liberto de toda ilusão, de todos anseios transitórios e terrenos, conforme profetiza Alexander Dugin:
“The materialistic, atheistic, antisacral, technocratic, atlantist variant of the End is turned into a different epilogue — the final Victory of the sacred Avatar, the coming of the Terrible Destiny, giving those who chose voluntary poverty a reign of spiritual abundance, and to those who preferred wealth founded on assassination of Spirit, eternal damnation and torments in hell.”
Estamos em outra batalha de Kurushetra. Kurushetra significa “campo de ação”. Nos resta agora decidir em qual lado combateremos.