A Falsa Justiça da Turba Junho 22, 2011
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A justiça da turba é tão antiga quanto asquerosa. Sócrates, São Gregório Palamas, Mansur Al Hallaj, São Marcos de Éfeso, Lao Tsé e Shankaracharya são alguns exemplos de grandes homens que sofreram a perseguição da turba. Indivíduos covardes e ignorantes, mas que carregam uma capa espiritual ou filosófica, não dispensam a baderna criada pela justiça da turba. Sabem que, num confronto direto, serão massacrados e terão suas ignorâncias expostas publicamente. Mas, no meio da turba, parecem seguros pela razão que recebem da “maioria”.
Já falei aqui sobre o caso da perseguição sofrida pelo Dharmananda Mahacarya. Um caso grave, que não envolve apenas duas visões religiosas diferentes, mas sim diversos assuntos do interesse comum: liberdade de expressão, soberania nacional e até mesmo princípios fundamentais da justiça. Qualquer pessoa normal, diante de tal abuso, jamais ousaria utilizar uma coisa dessa para tratar de revanchinha pessoal, causada por debates na internet. Mas aqui não lidamos com pessoas normais: lidamos com deuses que desceram do Olimpo, pessoas que dizem representar movimentos políticos “tradicionalistas”, “espiritualizados”, preocupados com a derrocada espiritual do mundo moderno. Pessoas estudiosas e defensoras da “tradição”, da “revolta do espírito contra a realidade”, supostas conhecedoras dos grandes luminares das religiões orientais e ocidentais.
E o que vemos? Vemos tais pessoas aproveitando uma injustiça para criar um conchavo de ressentidos, prontos para buscar uma vingança contra aquele que exerceu um papel medicinal quando esteve entre essas pessoas. A origem de toda raiva: a verdade. Essas pessoas “espirituais” não queriam ler que é ridículo acreditar na existência do “Rei do Mundo”, ou palpitar com autoridade sobre assuntos tão distintos como escolas de jurisprudência islâmica, sexo oral e atrizes pornográficas. Apontam seus dedos para a “mentalidade moderna” dos outros. Tais “defensores” da tradição gostam mesmo é de uma boa punheta, entre um palpite e outro. Os “aristocratas” do espírito são semelhantes aos acusadores de sócrates, à turba que apedrejou Mansur Al Hallaj: são agnósticos no sentido prático da palavra. Agnóstico porque não conhecem qualquer grau de realização espiritual. Gnose das coisas do espírito, não possuem.
Tudo bem, temos “mentalidade moderna”. Nossa “mentalidade moderna” consiste em rejeitar o antigo passatempo dos néscios: a assembléia dos covardes para promover vingança.
Procrastinação Junho 10, 2011
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por Benil Hafeeq
Uma das coisas que Allah سبحانه و تعالى mencionou mais de uma vez no Quran é a procrastinação e seu resultado maléfico: o remorso. Não é estranho encontrar Al Hafidh Ibin Al Qayyim رحمه الله mencionando que a procrastinação é uma das principais razões do sofrimento das pessoas no fogo do inferno. Um exemplo do Quran: “Quanto a eles, seguirão sendo idólatras) até que, quando a morte surpreender algum deles, este dirá: Ó Senhor meu, mande-me de volta (à terra), A fim de eu praticar o bem que negligenciei! Pois sim! Tal será a frase que dirá! E ante eles haverá uma barreira, que os deterá até ao dia em que forem ressuscitados.” [1]
Al Iman Al Qurtubi رحمه الله disse: “O pedido para voltar (a este mundo) não será feito apenas pelos infiéis, os fiéis também pedirão a mesma coisa”.[2]
Qatadah رحمه الله disse: “Ninguém pedirá para voltar à família ou para o mundo para agir segundo seus desejos. O pedido será para retornar e obedecer a Allah سبحانه و تعالى”.[3] Note como a pessoa está arrependida e corroída por não ter obedecido a Allah سبحانه و تعالى , sem se importar pelos prazeres deste mundo. Veja como Shaitam engana a pessoa que deseja e trabalha por sua dunya e abandona todo o resto. Allah سبحانه و تعالى fala outra vez sobre estas pessoas e suas punições: “O fogo abrasará os seus rostos, e estarão com os dentes arreganhados. Acaso, não vos forem recitados os Meus versículos e vós os desmentistes? Exclamarão: Ó Senhor nosso, nossos desejos nos dominam, e fomos um povo extraviado! Ó Senhor nosso, tira-nos daqui! E se reincidirmos, então seremos iníquos! Ele lhes dirá: Entrai aí e não Me dirijas a palavra.”[4] Tais pessoas reclamaram a Allah سبحانه و تعالى que estavam obscurecidas por seus desejos e que por isso terminaram na Jahannam. Al Iman Al Mawardi comenta sobre este desejo: “Primeiro: desejos. Segundo: pensar o bem sobre si mesmo e mal sobre os outros (assim pensavam que eram melhores que os outros)”.[5] Assim está explicado sobre como foram parar na Jahannam através da perseguição de seus desejos. Mesmo após uma vida de erros, terão coragem de pedir a Allah سبحانه و تعالى para que sejam removidos do tormento. E assim pedirão a Allah سبحانه و تعالى outra chance para voltar a este mundo e fazer o bem. Allah سبحانه و تعالى dará uma resposta poderosa, afirmando que terão de continuar na Jahannam. Ayah, em árabe, é uma palavra utilizada para expulsar os cachorros e assim essas pessoas serão tratadas.
Pontos para Aplicação:
1) Não procrastine nenhuma boa ação, mas lide primeiro com as prioridades, por exemplo: os atos obrigatórios antes da Sunnha e a Sunnha antes dos voluntários, etc.
2) Trabalhe pelo futuro na maior parte do tempo.
3) Tente o seu melhor para não seguir seus desejos
4) Gerencie e organize o seu tempo direito, pois você será cobrado por isso, conforme afirma o hadith: “O filho de Adão não será dispensado de dizer ao Senhor no Dia da Ressurreição sobre cinco coisas: sua vida, sobre como a viveu…”[6].
Notas:
[1] Sura ul-Muminun : 99-100
[2] Jami’ li Ahkam al-Qur’an
[3] Maalim at-Tanzil
[4] Sura ul-Muminun : 104-108
[5] An-Nakit wal-Uyun
[6] Sunnan at-Tirmidhy
Duah contra Feitiçaria Junho 7, 2011
Posted by Rafael in islam, tradição.add a comment
Em nome de Allah e com Allah, conforme desejo de Allah, em nome de Allah, não há poder nem força contra Allah. Musa (Móisés) falou: se o que trazes é feitiçaria, Allah tratará de torná-la coisa vã: pois Allah não ordena a obra dos artífices do engano.
Pois a verdade foi estabelecida e tudo feito por eles é inútil. Aqui e agora serão derrotados, diminuídos e humilhados.
bismillahi wa billahi bismillahi wa maa shaa-allahu bismillahi wa la quwata illa billah qala musa maa ji-tum bihis sih’r innallaha sayubt’iluh innallaha la yus’lih’u a’malal mufsideen fawaqa-a’l h’aqu wa bat’ala ma kanoo ya’-malon faghulibo huna lika wanqalabo saghireen.
Busco refúgio e a força de Allah, o poder de Allah, a resistência de Allah, a grandeza de Allah, a demonstração de Allah, a segurança de Allah, o perdão de Allah, o escudo de Allah, a bondade de Allah, o orgulho de Allah, a atenção de Allah, a beleza de Allah, a grandiosidade de Allah, a perfeição de Allah – não há Deus além de Allah e Mohamed seu mensageiro.
aood’u biizatillahi wa qudratillahi wa quwatillahi wa azmatillahi wa burhanilllahi wa sultanillahi wa kanafillahi wa jawarillahi wa amanillahi wa h’irzillahi wa s’un-illahi wa kibriya-illahi wa naz’arillahi wa baha-illahi wa jalalillahi wa kamalillahi wa jamalillahi laa ilaha illallahu muhamadun rasolullahi min sharri ma ajidu

